Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Como entender medos infantis afetando a ansiedade no trabalho e a defesa psicológica

Tenho 46 anos e trabalho em um ambiente muito competitivo e estressante. Nas últimas semanas, percebi que a ansiedade tem me dominado, a ponto de desencadear crises de pânico quando penso em reuniões importantes ou na entrega de projetos grandes. Tento controlar meus sentimentos com ioga de relaxamento, mas às vezes sinto que os medos antigos da infância, como ser rejeitado ou não ser aceito, ressurgem com força. Gostaria de entender se esses medos infantis podem estar ligados à minha atual ansiedade e qual o melhor tratamento para lidar com essa defesa psicológica que parece se instalar quando estou sob pressão.

Ana Clara

Psicóloga e IA

Homem adulto em escritório moderno, expressão ansiosa, com sombra fantasmagórica de uma criança assustada projetada na parede atrás dele.

Lucas, obrigado por compartilhar sua experiência com tanta clareza. É muito comum que, na idade adulta, especialmente em situações de alta pressão como o seu ambiente de trabalho, medos e inseguranças da infância venham à tona. Sim, seus medos infantis de rejeição e não aceitação podem estar diretamente ligados à ansiedade que sente hoje. Isso acontece porque a mente desenvolve defesas psicológicas para nos proteger de situações que, no passado, foram percebidas como ameaçadoras. No trabalho, essa defesa pode se manifestar como um medo intenso de falhar, de ser julgado ou excluído, ativando o mesmo circuito de alerta que quando você era criança. A ioga de relaxamento é uma ferramenta excelente para aliviar os sintomas físicos da ansiedade, mas para lidar com a raiz do problema, é importante explorar essas conexões mais profundas. O tratamento mais eficaz para lidar com essa defesa psicológica é a psicoterapia, focada na compreensão dos padrões emocionais infantis e na reestruturação das crenças que você formou nessa época. Um bom processo terapêutico ajudará você a identificar como esses medos antigos se disfarçam de preocupações adultas com prazos e reuniões. Juntos, poderemos criar estratégias para que, quando a pressão aumentar, você consiga diferenciar uma ameaça real de um eco do passado. Também é útil praticar a autocompaixão, reconhecendo que o seu 'eu' criança precisava de aceitação e que hoje, como adulto, você pode se oferecer essa segurança. Outras abordagens que podem complementar a terapia incluem a prática de mindfulness focada em pensamentos, não apenas em relaxamento, e técnicas de ancoragem para se reconectar com o momento presente quando os medos antigos surgirem. É fundamental, caso as crises de pânico se intensifiquem, que você procure avaliação de um psiquiatra para descartar necessidades de suporte medicamentoso, que pode ser um aliado temporário enquanto a psicoterapia trabalha as causas profundas. Você já deu o passo mais importante: reconhecer que a ansiedade tem uma história. Agora, é possível ressignificá-la.

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