Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Como identificar sintomas psicossomáticos relacionados ao estresse no trabalho e lidar com eles

Tenho 38 anos e trabalho como professora há mais de 10 anos. Ultimamente, percebo que, após um dia agitado em sala de aula, volto para casa com dores físicas, como dor no pescoço e ombros tensos. Além disso, sinto que minha paciência esgotou, e acabo discutindo com meus filhos por motivos pequenos. Será que esses sintomas têm relação com algum tipo de estresse acumulado ou até mesmo esgotamento? Como posso identificar e tratar essa situação antes que piore?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Imagem de uma mulher professora em casa, com expressão de cansaço e tensão nos ombros, interagindo com seus filhos em um momento de estresse.

Olá, Laura. Agradeço por compartilhar sua experiência. É compreensível que esteja passando por esse momento desafiador. Vamos explorar sua situação.

Os sintomas que você descreve, como dores no pescoço, ombros tensos e irritabilidade, são manifestações físicas e emocionais comuns do estresse crônico. Em um contexto de alta demanda, como o trabalho docente, o corpo pode começar a expressar o cansaço psicológico através de sinais físicos, o que chamamos de sintomas psicossomáticos. A relação entre estresse acumulado e sintomas físicos é bem estabelecida. O esgotamento da paciência e os conflitos familiares são indicadores importantes de que seu equilíbrio emocional está sendo afetado.

Para identificar se isso está relacionado ao estresse ou a um possível esgotamento, é válido observar padrões. Perceba se as dores e a irritabilidade aumentam em intensidade após dias de trabalho mais intensos ou em períodos de maior pressão. Outros sinais a se observar incluem dificuldade para se desconectar dos problemas da escola, sensação de cansaço constante mesmo após descanso, e perda do prazer em atividades que antes eram gratificantes. É importante também considerar a necessidade de uma avaliação médica para descartar outras causas físicas para as dores, como questões posturais ou musculares.

Para lidar com a situação e evitar que piore, algumas estratégias podem ser incorporadas. Priorizar momentos de pausa e autocuidado ao longo do dia é fundamental. Isso pode incluir técnicas de respiração breve entre uma aula e outra, ou alongamentos suaves para aliviar a tensão muscular. Estabelecer um ritual de transição entre o trabalho e o lar pode ajudar a 'desligar' o modo profissional. Pode ser uma caminhada curta para casa, ouvir uma música ou alguns minutos de silêncio no carro antes de entrar em casa. Isso ajuda a recuperar a paciência para interagir com os filhos.

Gerenciar o estresse também envolve avaliar e, se possível, renegociar demandas no ambiente de trabalho. Conversar com a coordenação sobre a carga, buscar apoio entre colegas e aprender a dizer 'não' a tarefas extras quando estiver sobrecarregada são atitudes protetivas. Além disso, práticas regulares de atividade física e técnicas de relaxamento, como meditação ou ioga, são muito eficazes para reduzir a tensão física e mental.

O processo de psicoterapia é uma ferramenta valiosa nesses casos. Em terapia, você pode explorar as fontes do seu estresse, desenvolver estratégias de enfrentamento mais saudáveis e trabalhar a gestão das emoções. Um psicólogo pode ajudá-la a entender os gatilhos específicos do seu trabalho e a reconstruir seus limites emocionais. Lembre-se de que reconhecer a necessidade de ajuda é o primeiro e mais importante passo para a mudança. Cuidar da sua saúde mental é essencial para sustentar sua paixão pelo ensino e sua qualidade de vida familiar.

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