Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Estou no limite: como lidar com o esgotamento no trabalho sem perder a paixão pela profissão?

Olá, Larissa! Sou professora há 10 anos e, nos últimos meses, tenho sentido um esgotamento que nunca imaginei passar. Todo dia acordo com um nó no estômago só de pensar em ir trabalhar. As demandas da escola aumentaram: além das aulas, tenho que lidar com relatórios intermináveis, reuniões que não levam a lugar nenhum e pais que cobram resultados irreais. Para piorar, alguns alunos têm sido desrespeitosos, e a direção não faz nada! Já chorei no banheiro da escola mais vezes do que gostaria de admitir. Sinto que não estou dando conta, mas tenho medo de pedir ajuda porque não quero ser vista como 'fraca'. Como faço para não desmoronar e ainda manter a sanidade? Não quero desistir da profissão, mas também não sei até quando aguento...

Ana Clara

Psicóloga e IA

Uma professora esgotada em sala de aula, cercada por pilhas de papel, olhando para o relógio com expressão de cansaço, enquanto colegas aparecem ao fundo de forma solidária.

Olá Larissa, é um prazer conversar com você. Primeiro, quero que saiba que o que você está sentindo é uma reação compreensível a uma situação de sobrecarga extrema e não um sinal de fraqueza. Reconhecer o esgotamento é o primeiro e mais corajoso passo para lidar com ele. Muitos profissionais dedicados, especialmente em áreas como a educação, passam por isso. Vamos explorar juntas algumas possibilidades.

É fundamental que você comece a estabelecer limites claros para proteger sua energia. Isso pode significar definir horários específicos para preparar aulas e preencher relatórios, evitando levar trabalho para casa sempre que possível. Comunique suas limitações de forma assertiva à coordenação, apresentando de forma objetiva a quantidade de tarefas e solicitando priorização ou apoio. Não se trata de reclamar, mas de buscar eficiência. Em relação aos pais e alunos, tente canalizar a comunicação para canais formais, como agendamento de reuniões, e documente situações de desrespeito para apresentar à direção com fatos concretos, o que pode fortalecer seu pedido de intervenção.

Para cuidar da sua paixão pela profissão, tente reconectar-se com o motivo inicial que a fez escolher ser professora. Reserve momentos, mesmo que curtos, para focar apenas na interação positiva com os alunos que são receptivos. Essas pequenas conexões podem ser um antídoto potente contra o cinismo. Paralelamente, invista em autocuidado não negociável. Atividades fora do trabalho que tragam prazer e relaxamento são não um luxo, mas uma necessidade para repor suas reservas emocionais. Buscar apoio psicológico individual é um ato de força e um recurso valioso para desenvolver estratégias de enfrentamento. Além disso, considere a possibilidade de conversar com colegas de confiança; é muito provável que alguns compartilhem sentimentos similares, e o apoio mútuo pode aliviar a sensação de solidão.

Por fim, reflita sobre possíveis ajustes dentro da própria carreira. Isso não significa desistir, mas sim buscar um ambiente mais saudável. Explorar outras escolas, níveis de ensino ou até uma licença temporária podem ser opções para recuperar o fôlego. Lembre-se, a sua saúde mental é a base que sustenta toda a sua capacidade de ensinar e inspirar. Cuidar dela é a condição essencial para que você possa continuar na profissão que ama, mas de uma forma que também ame a si mesma no processo. Você não está sozinha nessa jornada.

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