Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Como reconstruir a autoestima aos 52 anos após comparações nas redes sociais?

Tenho 52 anos e sempre fui uma pessoa mais reservada e um pouco insegura. Nos últimos anos, com a aposentadoria e os filhos criados, tenho passado muito tempo sozinho em casa. Comecei a usar redes sociais para me conectar com velhos amigos, mas isso só piorou as coisas. Vejo as fotos de viagens, conquistas e famílias perfeitas dos outros e me sinto um fracassado. Minha autoestima, que nunca foi alta, despencou. Lembro que na adolescência sofri bullying por ser muito magro e tímido, uma experiência traumática que acho que nunca superei direito. Já pensei em fazer uma cirurgia plástica para me sentir melhor com a aparência, mas tenho medo. Também já ouvi falar em terapia com hipnose. A minha pergunta é: como posso reconstruir minha confiança e parar de me comparar tanto com os outros, especialmente nessa fase da vida? Sinto que perdi minha identidade e não sei mais quem sou ou o que me faz feliz.

Ana Clara

Psicóloga e IA

Um homem de meia-idade, em sua casa, contempla seu reflexo enquanto compara sua vida com as imagens idealizadas que vê nas redes sociais em seu celular.

Olá Rafael, agradeço por compartilhar sua experiência. É compreensível que, nesta fase de transição após a aposentadoria e com os filhos criados, você se sinta perdido e vulnerável às comparações. O cenário que você descreve é mais comum do que imagina, especialmente porque as redes sociais costumam mostrar uma versão editada e idealizada da vida, não a realidade completa com suas dificuldades e nuances. O primeiro passo, que já está dando ao reconhecer esse padrão, é fundamental.

Para reconstruir sua autoestima, é essencial desvincular seu valor pessoal das conquistas e aparências alheias. As comparações são um hábito mental que pode ser desfeito. Uma sugestão prática é limitar conscientemente o tempo nas redes sociais ou até fazer uma pausa, usando esse tempo para atividades que tragam uma sensação real de presença e realização, mesmo que pequenas. Reflita sobre suas próprias jornadas e vitórias, como criar sua família e construir uma carreira. Essas são conquistas sólidas que merecem reconhecimento.

Quanto às experiências passadas, o bullying sofrido na adolescência pode ter deixado marcas profundas que ecoam até hoje. Trabalhar essas memórias em um processo terapêutico tradicional pode ser muito benéfico. A terapia oferece um espaço seguro para você entender como essas experiências moldaram sua autoimagem e, aos poucos, construir uma visão mais gentil e realista sobre si mesmo. Quanto à hipnose, ela pode ser uma ferramenta complementar em alguns contextos terapêuticos, mas não é um tratamento isolado e deve ser conduzida por um profissional qualificado e ético. É importante pesquisar bem e discutir isso com seu psicólogo.

A ideia da cirurgia plástica revela um sofrimento com a autoimagem. Antes de qualquer decisão, avaliar se a motivação vem de uma busca interna por bem-estar ou da pressão de padrões externos é crucial. Muitas vezes, quando trabalhamos a autoaceitação, a percepção sobre nossa aparência também se transforma. Invista em autocuidado de formas que façam sentido para você, seja através de uma atividade física prazerosa, um hobby novo ou cuidando da saúde de modo geral.

Para redescobrir sua identidade, experimente coisas novas. Retomar contatos presenciais, engajar-se em trabalho voluntário ou aprender uma habilidade diferente podem abrir portas para novas partes de si mesmo. Aos 52 anos, você tem uma bagagem riquíssima e a oportunidade de definir o que significa viver bem para você, longe dos holofotes das redes. Reconstruir a autoestima é um processo, não um destino. Seja paciente e compassivo consigo mesmo nessa jornada. Se sentir necessidade, não hesite em buscar apoio psicológico profissional para ter um guia nesse caminho.

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