Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Minha filha de 9 anos é muito agitada e desatenta: como diferenciar hiperatividade de uma reação à separação dos pais?

Boa tarde, Dr. Nilo. Sou mãe de uma menina de 9 anos que sempre foi muito ativa, mas ultimamente as professoras têm relatado que ela não consegue ficar sentada por mais de 10 minutos, interrompe os colegas constantemente e parece não ouvir quando é chamada. Em casa, é a mesma coisa: começa uma atividade e já pula para outra sem terminar nada. Eu e meu marido nos separamos há dois anos, e ela morava com ele na maior parte do tempo, mas desde que ela veio morar comigo (há 6 meses), esses comportamentos pioraram. Ela fica frustrada com facilidade, chora por coisas pequenas e às vezes parece que não consegue controlar as próprias emoções. Já tentei conversar com ela, estabelecer rotinas, até castigos leves, mas nada parece ajudar. Me sinto culpada por pensar que talvez seja algo que eu esteja fazendo errado. Será que isso é apenas uma fase difícil, ou ela precisa de ajuda profissional? Como posso ajudá-la sem que ela se sinta 'rotulada' ou diferente das outras crianças?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Uma mãe observa com preocupação sua filha de 9 anos, que parece agitada e distraída, incapaz de se concentrar em uma atividade simples de desenho.

Boa tarde, Nilo. Agradeço por compartilhar sua preocupação. É compreensível que você esteja passando por um momento desafiador com sua filha. Vamos explorar sua pergunta com cuidado, considerando que você é mãe de uma criança de 9 anos, mas lembro que minha prática clínica é voltada para adultos a partir dos 18 anos. Portanto, minha resposta será de caráter informativo geral, e é crucial que você busque orientação profissional especializada em psicologia infantil para uma avaliação adequada.

Você descreve comportamentos de agitação, desatenção, dificuldade em seguir regras e controle emocional. É importante diferenciar se esses são traços constitucionais, uma reação ao estresse ambiental ou uma combinação de fatores. A separação dos pais e a mudança de residência são eventos significativos que podem desencadear reações emocionais intensas em uma criança. A piora dos comportamentos após ela vir morar com você, há seis meses, pode indicar que ela está processando essa transição. A agitação e a desatenção podem ser formas de expressar ansiedade, tristeza, confusão ou mesmo raiva que ela não consegue verbalizar. Sintomas como frustração fácil, choro por coisas pequenas e dificuldade de controle emocional são comuns em crianças sob estresse emocional.

Por outro lado, características como incapacidade de permanecer sentada, interrupção constante e dificuldade em manter o foco em tarefas também são descritas em quadros como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A diferenciação é complexa e requer uma avaliação minuciosa. Um profissional de psicologia infantil poderá realizar uma avaliação completa, considerando a história de vida, o contexto familiar e escolar, e o padrão de comportamento ao longo do tempo. É fundamental descartar que questões emocionais estejam mimetizando ou exacerbando sintomas de desatenção.

Sua preocupação em não 'rotular' sua filha é muito válida. A busca por ajuda profissional não tem o objetivo de rotular, mas de compreender. Entender a origem do comportamento é o primeiro passo para oferecer o suporte mais adequado, seja ele focado no manejo emocional, em estratégias pedagógicas ou em uma combinação de abordagens. Suas tentativas de estabelecer rotinas e conversar são positivas. Em meio a essa situação, é comum que os pais se sintam culpados, mas é importante lembrar que você está buscando ajuda e isso demonstra cuidado e amor.

Para ajudá-la sem que se sinta diferente, você pode enfatizar que todos precisamos de ajuda em algum momento da vida e que procurar um psicólogo é como ter um guia para entender sentimentos confusos. Reforce que ela não é um problema, mas que está passando por um momento difícil que vocês vão enfrentar juntas. Enquanto busca avaliação profissional, continue oferecendo um ambiente acolhedor, com escuta atenta e paciência. Valide os sentimentos dela, nomeando emoções ('parece que você está muito chateada agora'), e mantenha uma rotina previsível, que ofereça segurança.

Em resumo, diante da gravidade e persistência dos sintomas que você relata, a orientação mais segura é buscar uma avaliação com um psicólogo infantil ou neuropsicólogo. Eles poderão fazer a diferenciação necessária entre uma reação ao contexto de separação e mudança e outras possíveis condições, traçando um plano de intervenção específico para as necessidades da sua filha. Você não está sozinha nesse processo.

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