Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Não aguento mais a pressão do trabalho, é burnout?

Tenho 24 anos e trabalho como desenvolvedora júnior em uma startup. Nos últimos três meses, a pressão aumentou muito: prazos impossíveis, reuniões até tarde da noite e a expectativa de estar sempre disponível no Slack. Comecei a ter dores de cabeça constantes, insônia e, nas últimas semanas, simplesmente não consigo me concentrar. Abro o código e fico olhando para a tela em branco por horas. Até tarefas simples, como responder um e-mail, parecem montanhas. Choro no banheiro do trabalho com frequência e me sinto culpada por não dar conta. Isso é só estresse ou já posso estar em um esgotamento? Como posso diferenciar e o que fazer para sair dessa antes que piore ainda mais?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Uma desenvolvedora jovem em seu escritório, exausta e sobrecarregada, olhando para uma tela de computador em branco com linhas de código, cercada por prazos e notificações, representando esgotamento profissional.

O que você está descrevendo traz sinais importantes de que o que você está vivendo vai além do estresse comum do dia a dia. A sensação de exaustão constante, a dificuldade de concentração, as dores de cabeça persistentes, a insônia e o choro frequente no trabalho são indícios relevantes de que você pode estar passando por um quadro de esgotamento, conhecido como burnout. Esse estado surge quando a pressão excessiva e contínua ultrapassa a capacidade da pessoa de lidar com as demandas, gerando um desgaste físico e emocional significativo.

O estresse ocasional faz parte da vida de muitas pessoas, mas ele geralmente é passageiro e, quando bem administrado, não compromete tanto o funcionamento emocional e cognitivo. Já o esgotamento se caracteriza por um sentimento profundo de incapacidade, desmotivação e sintomas físicos e psicológicos que atrapalham tarefas cotidianas e o relacionamento com o próprio trabalho. A dificuldade em se concentrar, a sensação de que até atividades simples parecem insuperáveis demonstram como o burnout pode afetar seu rendimento e bem-estar.

Para tentar aliviar essa situação antes que ela se agrave, é fundamental que você procure criar pequenos espaços de autocuidado diariamente, mesmo que pareça difícil. Isso inclui tentar manter uma rotina mínima para o sono, criar momentos de desconexão real das demandas do trabalho, buscar atividades que tragam prazer e relaxamento, como uma caminhada, meditação, leitura ou hobby de sua preferência. Podem ajudar também estabelecer limites com relação à disponibilidade no Slack e diálogo claro com sua liderança, sempre que possível, para expressar o que está dificultando seu desempenho.

Além disso, conversar com pessoas de confiança pode servir como apoio emocional importante para diminuir o peso da culpa que você sente. Reconhecer que você está precisando de ajuda e respeitar seus próprios limites já é um passo essencial. Caso perceba que essas estratégias caseiras não são suficientes, vale considerar procurar acompanhamento psicológico especializado para que um profissional possa apoiá-la nesse processo de recuperação e resiliência, ajudando a compreender melhor seus sentimentos e desenvolver ferramentas mais eficazes.

Lembre-se: o burnout não é fraqueza ou incapacidade, mas um alerta do seu corpo e mente pedindo por cuidado. Priorize seu equilíbrio porque sua saúde mental é o que permitirá que você continue crescendo e alcançando seus objetivos no futuro.

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