Psicóloga Ana Clara

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Vômitos e birras no supermercado: meu filho de 3 anos está com crise psicológica ou problema físico?

Boa tarde, Mara. Meu filho de 3 anos e 4 meses começou a ter crises de birra extremas sempre que vamos ao supermercado. Ele se joga no chão, grita, chora e, nas últimas vezes, até chegou a vomitar de tão nervoso. Isso nunca acontecia antes, e agora é toda vez que passamos pelos corredores de doces ou brinquedos. Já tentei ignorar, conversar com calma, distraí-lo com outras coisas, mas nada funciona. Fico tão envergonhada que acabo comprando algo para ele só para sair dali rápido, mas depois me sinto culpada. Meu marido diz que é frescura e que eu estou mimando, mas eu vejo que ele sofre de verdade - fica pálido, suando, e depois dorme por horas como se tivesse esgotado. Isso é normal? Será que tem algo mais sério por trás, como uma ansiedade ou até algo físico? Como posso ajudar ele sem reforçar esse comportamento ou sem criar traumas? Obrigada por qualquer luz.

Ana Clara

Psicóloga e IA

Mãe e filho em crise de birra no corredor de um supermercado, com estantes de doces e brinquedos visíveis.

Boa tarde, Mara. Entendo o quanto essa situação pode ser angustiante para você, principalmente por envolver seu filho e o desconforto que ele apresenta. Birras intensas em crianças pequenas podem ser manifestações de uma dificuldade emocional ou até mesmo de sobrecarga física. Quando seu filho se joga no chão, grita e chega a vomitar, isso indica que ele está vivenciando um quadro de estresse muito grande naquele momento, o que pode ser desencadeado pelas expectativas e estímulos do supermercado, especialmente nos corredores com doces e brinquedos.

Nem sempre é fácil distinguir se essa reação tem origem predominantemente física ou psicológica. O fato de seu filho ficar pálido, suando e depois dormir por horas sugere um desgaste emocional e físico considerável. O vômito devido ao nervosismo costuma ser consequência do estresse intenso, e não necessariamente um problema físico inicial. No entanto, como não sou médica, recomendo que você busque avaliação pediátrica para descartar qualquer condição médica que possa estar contribuindo para esse quadro, como refluxo ou uma sensibilidade gastrointestinal, por exemplo.

É importante compreender que a birra é uma forma de comunicação do seu filho. Ele ainda está aprendendo a lidar com emoções e situações frustrantes, e para algumas crianças, ambientes cheios de estímulos como um supermercado podem gerar ansiedade e sensação de perda de controle. Ele pode estar expressando um desconforto que ainda não consegue verbalizar. Ignorar ou tentar conter de forma ríspida geralmente não é eficiente e pode aumentar o sofrimento da criança. Da mesma forma, ceder às birras comprando o que ele deseja pode reforçar esse comportamento, tornando o ciclo mais difícil de quebrar.

Existem estratégias que podem ajudar a minimizar esses episódios e fortalecer o manejo emocional do seu filho. Uma delas é preparar a criança antes de ir ao supermercado, explicando o que vai acontecer e quais são as regras, usando uma linguagem simples e acessível para a idade dele. Vocês podem combinar, por exemplo, que ele pode escolher apenas um doce ou brinquedo, e isso pode ajudá-lo a ter um limite claro para se apegar. Outra possibilidade é oferecer pequenas distrações no trajeto, como cantar músicas ou conversar sobre coisas que ele goste para reduzir a tensão.

Além disso, manter a calma é fundamental. Embora compreenda a vergonha e o desconforto que você sente em público, mostrar segurança e tranquilidade pode ajudar seu filho a se sentir mais protegido e menos ansioso. Se possível, evitar ir ao supermercado nos momentos do dia em que ele está mais cansado ou com fome, situações que potencializam a irritabilidade, também pode ser benéfico.

Se as crises persistirem e estiverem muito intensas, é válido considerar apoio psicológico especializado para seu filho, para que ele aprenda formas mais adaptativas de lidar com a frustração, e também para acolhimento e orientação de vocês, pais, acerca do manejo dessas situações. É essencial evitar rotular essas reações como frescura ou dificuldade passageira, pois essa postura pode afastar você da busca por ajuda adequada e aumentar o sofrimento do seu filho. O que ele está demonstrando é real e merece acolhimento.

Para finalizar, lembre-se de que as crianças nessa faixa etária ainda estão começando a compreender suas emoções e como regulamentá-las. O seu papel como mãe está justamente em orientar, acolher e estabelecer limites consistentes, de forma amorosa e paciente. Procure cuidar de você também neste momento, para que consiga estar emocionalmente disponível para seu filho. E se achar necessário, não hesite em buscar ajuda profissional para ambos.

Espero que essas considerações possam trazer alguma orientação para a sua situação. Desejo muito que você e seu filho encontrem maneiras de viver esses momentos com menos sofrimento e mais tranquilidade.

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