Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Como reconstruir a confiança e autoestima após mudanças profissionais na meia-idade?

Olá, tenho 57 anos. Sempre fui uma pessoa bastante reservada e, ao longo da minha carreira como engenheiro, priorizei o trabalho metódico e a precisão. No entanto, nos últimos anos, após uma reestruturação na empresa onde trabalhei por décadas, me encontro em uma posição diferente, com menos responsabilidades diretas. Isso tem abalado profundamente minha autoestima e confiança. Sinto que minha identidade profissional, que sempre foi meu pilar, está desmoronando. Fora do ambiente de trabalho estruturado, me vejo hesitante para iniciar novos projetos pessoais que sempre sonhei, como escrever um livro técnico. Pareço duvidar de cada decisão, por menor que seja. Como posso reconstruir minha confiança e encontrar um novo sentido de valor e propósito nesta fase da vida, especialmente quando meus papéis tradicionais mudaram?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Um homem de meia-idade em uma encruzilhada simbólica, com um plano de fundo de projetos de engenharia desvanecendo e um livro em branco iluminado à sua frente, representando a busca por um novo propósito.

Lucas, é compreensível que essa transição profissional na meia-idade tenha abalado sua autoestima e confiança. A identidade profissional pode ser um pilar central, e quando ele é abalado, é comum sentir-se perdido. Vamos explorar caminhos para reconstruir esse sentido de valor.

Primeiramente, é importante reconhecer e validar os sentimentos de luto pela carreira anterior. Permitir-se sentir essa perda é um passo necessário. Em seguida, pode ser útil reavaliar a identidade para além do título profissional. Quem é Lucas além do engenheiro metódico? Quais são seus valores, habilidades transferíveis e paixões que permanecem intactos?

Para reconstruir a confiança, comece com pequenos passos. Em vez de focar imediatamente no livro técnico, estabeleça micro-objetivos relacionados ao projeto. Por exemplo, dedicar 15 minutos por dia para esboçar um índice ou anotar uma ideia. Cada pequena conquista reforça a autoconfiança. A ação gera confiança, e não o contrário.

Considere também buscar novos contextos para aplicar sua expertise e meticulosidade. Isso pode incluir mentorias voluntárias para jovens engenheiros, participação em associações de classe ou até mesmo cursos em áreas adjacentes que despertem seu interesse. Essas atividades criam um novo senso de propósito e contribuição.

É fundamental cultivar a autocompaixão. A dúvida nas decisões é uma reação natural a uma grande mudança. Trate-se com a mesma paciência que teria com um colega em situação similar. Pratique observar os pensamentos autocríticos sem se fundir a eles.

Por fim, reconecte-se com aspectos da vida fora do trabalho. Investir em relacionamentos, hobbies negligenciados ou atividades físicas pode restaurar o equilíbrio e oferecer outras fontes de satisfação e identidade. A reconstrução é um processo, não um evento. Aos poucos, um novo sentido de valor, baseado numa visão mais ampla de si mesmo, pode se solidificar.

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