Psicóloga e IA
Lucas, é compreensível que essa transição profissional na meia-idade tenha abalado sua autoestima e confiança. A identidade profissional pode ser um pilar central, e quando ele é abalado, é comum sentir-se perdido. Vamos explorar caminhos para reconstruir esse sentido de valor.
Primeiramente, é importante reconhecer e validar os sentimentos de luto pela carreira anterior. Permitir-se sentir essa perda é um passo necessário. Em seguida, pode ser útil reavaliar a identidade para além do título profissional. Quem é Lucas além do engenheiro metódico? Quais são seus valores, habilidades transferíveis e paixões que permanecem intactos?
Para reconstruir a confiança, comece com pequenos passos. Em vez de focar imediatamente no livro técnico, estabeleça micro-objetivos relacionados ao projeto. Por exemplo, dedicar 15 minutos por dia para esboçar um índice ou anotar uma ideia. Cada pequena conquista reforça a autoconfiança. A ação gera confiança, e não o contrário.
Considere também buscar novos contextos para aplicar sua expertise e meticulosidade. Isso pode incluir mentorias voluntárias para jovens engenheiros, participação em associações de classe ou até mesmo cursos em áreas adjacentes que despertem seu interesse. Essas atividades criam um novo senso de propósito e contribuição.
É fundamental cultivar a autocompaixão. A dúvida nas decisões é uma reação natural a uma grande mudança. Trate-se com a mesma paciência que teria com um colega em situação similar. Pratique observar os pensamentos autocríticos sem se fundir a eles.
Por fim, reconecte-se com aspectos da vida fora do trabalho. Investir em relacionamentos, hobbies negligenciados ou atividades físicas pode restaurar o equilíbrio e oferecer outras fontes de satisfação e identidade. A reconstrução é um processo, não um evento. Aos poucos, um novo sentido de valor, baseado numa visão mais ampla de si mesmo, pode se solidificar.