Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Por que sinto vontade de comer doces sempre que o trabalho fica intenso?

Olá, Leonardo. Tenho 28 anos e trabalho há 5 como analista de dados em uma empresa de médio porte. Nos últimos meses, comecei a ter um problema que está me deixando bastante preocupado: sempre que recebo um projeto novo ou uma demanda urgente, sinto uma necessidade incontrolável de comer doces. Não é só um desejo passageiro – é como se meu corpo exigisse açúcar para conseguir ‘funcionar’. Já cheguei a sair do trabalho só para comprar chocolates ou bolos, e isso tem afetado minha saúde (ganhei 7 kg) e minha produtividade (passo mais tempo pensando em comida do que nas tarefas). O pior é que, depois que como, sinto uma culpa enorme, mas também um alívio temporário, como se a comida me ajudasse a ‘suportar’ a pressão. Já tentei substituir por frutas ou castanhas, mas nada parece ter o mesmo efeito. Minha chefe até já percebeu que ando mais distraído, mas não sei como explicar isso sem parecer pouco profissional. Gostaria de entender: isso pode ser algum mecanismo de defesa do meu cérebro para lidar com o estresse? Ou será que estou desenvolvendo um problema mais sério, como compulsão alimentar? Como posso lidar com isso sem prejudicar minha carreira ou minha saúde?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Um analista de dados estressado em seu escritório, cercado por gráficos e telas, buscando conforto em doces para lidar com a pressão do trabalho.

Olá Leonardo, é muito comum que pessoas experienciem uma vontade forte de comer doces em momentos de estresse ou pressão intensa no trabalho. Essa sensação está relacionada a um mecanismo natural do cérebro para lidar com o estresse. Quando você passa por situações tensas, seu corpo busca rapidamente uma forma de gerar conforto e energia, e o açúcar pode proporcionar essa sensação imediata ao liberar neurotransmissores como a dopamina, que está associada ao prazer e alívio momentâneo.

No entanto, o fato de a vontade de comer doces ser tão intensa a ponto de comprometê-lo fisicamente e emocionalmente indica que esse comportamento pode estar se tornando uma forma de enfrentamento prejudicial. É importante perceber que esse ciclo de comer para aliviar a pressão e depois sentir culpa pode reforçar um padrão difícil de quebrar. Isso muitas vezes acontece porque o alimento acaba funcionando como uma fuga ou um curto-circuito para o desconforto emocional, mesmo que temporariamente.

Substituir doces por alimentos mais saudáveis, como frutas e castanhas, é uma estratégia válida, mas como você percebeu, esses substitutos não geram a mesma sensação de alívio imediato, o que dificulta a mudança. Para lidar com isso, é útil buscar outras formas de manejar o estresse, que podem incluir exercícios físicos, práticas de relaxamento, meditação ou pausas curtas durante o expediente para respirar e se reorientar. Investir em técnicas que ajudam a controlar o estresse de forma mais direta pode reduzir a necessidade desse conforto imediato proporcionado pelos doces.

Também vale a pena refletir sobre o ambiente de trabalho e suas demandas. Se as pressões são constantes e altas, talvez seja necessário encontrar maneiras de negociar prazos ou redistribuir tarefas que ajudem a diminuir a carga mental. Manter uma comunicação aberta, sem se sentir pouco profissional, pode ser importante para sua saúde e desempenho a longo prazo.

Se esse padrão estiver prejudicando muito sua qualidade de vida, saúde e desempenho, procurar apoio psicológico presencial pode ser bastante efetivo para identificar gatilhos emocionais e desenvolver estratégias personalizadas para essa questão. Não se trata necessariamente de um problema grave, mas uma forma de lidar com o estresse que pode ser ressignificada de maneira mais saudável, com acompanhamento adequado. Você merece cuidar do seu bem-estar sem abrir mão da sua produtividade e saúde.

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