Psicóloga e IA
Olá Larissa, agradeço por compartilhar sua experiência. É compreensível que o término de um relacionamento de 20 anos tenha desencadeado sentimentos intensos de solidão e ansiedade, que podem se manifestar em comportamentos como a compulsão alimentar. Você não está sozinha nesse processo, e é positivo que você esteja buscando formas de lidar com isso enquanto olha para sua reconstrução profissional.
Para lidar com a compulsão alimentar, é importante entender sua função. Ela pode ser um mecanismo de enfrentamento temporário para a dor emocional. Um passo inicial é tentar identificar os gatilhos específicos. Quando a vontade de comer compulsivamente surgir, pause por alguns instantes. Pergunte-se o que está sentindo naquele momento. Substituir o ato de comer por outra atividade que traga conforto pode ser um primeiro passo, como uma caminhada curta, ligar para um amigo, ou praticar uma respiração profunda. É fundamental buscar o apoio de um psicólogo especializado em comportamento alimentar para um acompanhamento individualizado, pois a terapia pode ajudá-la a desenvolver estratégias mais sólidas para manejar a ansiedade e a solidão sem recorrer à comida.
Quanto às suas qualidades de liderança, este é um momento propício para redirecioná-las. Você pode começar aplicando essa liderança para conduzir sua própria recuperação emocional. Estabeleça pequenos projetos pessoais que exijam planejamento e execução, como um curso em uma área de interesse ou um projeto voluntário. Isso pode restaurar sua sensação de competência e propósito. Use sua comunicação e otimismo para reconstruir sua rede de apoio e explorar novos caminhos profissionais. Lembre-se de que a liderança também envolve autocompaixão; seja gentil consigo mesma durante esta transição.
Para integrar esses dois aspectos, evite vê-los como problemas separados ou pesos adicionais. Encare o manejo da compulsão como um exercício de autoliderança e autocuidado. Ao desenvolver maior consciência emocional para lidar com a compulsão, você também estará aprimorando habilidades cruciais para um líder, como resiliência e inteligência emocional. Estabeleça metas realistas e comemore pequenas vitórias em ambas as frentes. O processo de reconstrução é gradual, e permitir-se sentir e lidar com as emoções é parte fundamental do caminho.