Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Nó na garganta e urticária: meu corpo está rejeitando a promoção ou guardando traumas da infância?

Tenho 28 anos e, desde que fui promovida a coordenadora de equipe há três meses, venho sentindo um nó constante na garganta que não passa com nenhum remédio. Já fiz exames de tireoide, endoscopia e até ultrassom, e todos deram normais. O que me intriga é que esse aperto piora antes de reuniões importantes e melhora nos fins de semana. Comecei a desconfiar que pode ser algo emocional, porque também percebi que minha pele está cheia de urticária e meu estômago queima depois que eu seguro o choro em feedbacks negativos. Será que meu corpo está guardando o medo de não ser suficiente, como se cada crítica virasse uma úlcera? É possível que essa psicossomática esteja relacionada ao fato de eu ter crescido com uma mãe muito exigente, que nunca aceitava menos que a perfeição? E se eu ignorar esses sintomas, posso desenvolver uma doença mais grave?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Mulher com nó na garganta e urticária, segurando choro durante feedback negativo, com sombra de mãe exigente ao fundo.

Lorena, sua pergunta toca em um aspecto fundamental da psicossomática: a forma como o corpo expressa emoções que a mente, por algum motivo, não consegue elaborar consciente e integralmente.

O nó na garganta que você descreve, especialmente quando piora em situações de pressão como reuniões importantes e melhora em momentos de relaxamento, como os fins de semana, é um sinal claro de que seu corpo está respondendo a um estresse emocional. Esse sintoma é comumente associado à sensação de sufocamento das próprias emoções, como se houvesse algo que não pode ser dito ou expresso livremente. A urticária e a queimação no estômago depois de segurar o choro também são respostas físicas a um estado emocional de tensão e repressão. O corpo, muitas vezes, assume a função de “falar” o que a pessoa não se permite sentir ou externar.

A promoção à coordenadora de equipe, embora seja um momento de crescimento profissional, pode ter’agissaitado antigas crenças sobre sua capacidade e valor pessoal. Se você cresceu com uma mãe muito exigente, que associava amor e aprovação ao desempenho perfeito, é possível que, inconscientemente, você carregue a ideia de que não é suficiente, independentemente dos seus esforços. Isso pode gerar uma ansiedade crônica, especialmente em ambientes onde você se sente avaliada, como no trabalho. Cada crítica ou feedback negativo pode reavivar uma ferida antiga, como se o seu corpo dissesse: “eu não classifico”, e éí que as militares físicas surgem como um alerta.

Ignorar esses sintomas não é a solução, pois o corpo tem uma forma de chamar atenção quando algo não está em equilíbrio. Sintomas psicossomáticos não tratados podem, sim, se agravar com o tempo, levando a condições mais sérias, tanto físicas quanto emocionais. No entanto, é importante ressaltar que o fato de você já ter procura do ajuda e estar reflexão sobre essas questões é um passo importante. O autoconhecimento e a elaboração das emoções repressas podem ser chaves para aliviar esses sintomas.

Além disso, é válido considerar que a promoção pode ter trazido não apenas mais responsabilidades, mas também uma maior exposição a situações que você ainda não se sente completamente preparada para lidar. O medo de falhar ou não correspondere às expectativas - suas ou dos outros - pode estar se manifestando através dessess sintomas físicos. Trabalhar essa autocrítica e a pressão interna pode ser um caminho para aliviar o mal-estar.

Por fim, aunque os exames tenham descartado causas orgânicas, isso não invalida o que você sente. O corpo e a mente estão intrinsecamente ligados, e cuidar de um é cuidar do outro. Buscar apoio psicológico para explorar essas emoções e crenças pode ser um passo valioso para entender o que seu corpo está tentando comunicar.

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