Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Como lidar com a desvalorização no trabalho e recuperar a autoconfiança?

Tenho 28 anos e trabalho como analista de marketing em uma grande empresa. Sempre fui dedicada e recebia feedbacks positivos, mas nos últimos meses, após uma reestruturação da equipe, sinto que meu chefe não valoriza mais meu trabalho. Ele raramente responde meus e-mails com sugestões, interrompe minhas apresentações para fazer críticas na frente de todos e delegou meus projetos principais para colegas menos experientes. Isso está afetando muito minha autoconfiança. Comecei a ter insônia, pensando constantemente se sou boa o suficiente e se devo procurar outro emprego. Ao mesmo tempo, tenho medo de sair por causa da estabilidade financeira. Como posso lidar com essa situação de desvalorização no trabalho e recuperar minha confiança? Devo tentar uma conversa direta com ele, mesmo com medo de piorar a situação?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Uma mulher profissional em um escritório, com expressão preocupada diante do computador, enquanto uma figura sombria a observa de forma desdenhosa. Um vaso de planta recebe luz solar, representando resiliência e crescimento.

Olá Clara, entendo que essa situação no trabalho tem sido muito desgastante para você. É completamente compreensível que a sensação de desvalorização, especialmente após um histórico de dedicação e feedback positivo, abale profundamente a autoconfiança. Vamos explorar algumas possibilidades para você lidar com isso.

Primeiramente, é importante validar seus sentimentos. A desvalorização profissional gera um sofrimento real e os impactos que você descreve, como insônia e dúvidas constantes sobre sua capacidade, são sinais de que essa situação está afetando seu bem-estar. Reconhecer isso é o primeiro passo. Seu valor profissional não é definido pela atitude atual de uma pessoa, mesmo que essa pessoa seja seu chefe. Tente separar, na medida do possível, a crítica destrutiva da avaliação construtiva do seu trabalho.

Quanto à ação prática, considerar uma conversa direta com seu chefe é um caminho possível, mas que requer preparação. Uma abordagem assertiva, focada em fatos e no seu desejo de contribuir, pode esclarecer mal-entendidos. Em vez de abordar o tema como uma acusação, você poderia solicitar um feedback específico sobre seu desempenho atual e alinhar expectativas. Por exemplo, perguntar como ele gostaria de receber comunicações ou sugestões. No entanto, é crucial avaliar o ambiente e a personalidade dele. Se você teme que a conversa piore a situação, talvez seja útil primeiro buscar apoio interno, como um colega de confiança ou o setor de RH, para entender a dinâmica pós-reestruturação.

Paralelamente, é fundamental trabalhar a recuperação da autoconfiança fora do contexto imediato do trabalho. Reconectar-se com suas conquistas e habilidades anteriores ajuda a reconstruir a autoimagem profissional. Liste projetos bem-sucedidos, feedbacks positivos que recebeu e competências que você domina. Isso serve como um antídoto contra a narrativa interna negativa. Além disso, invista em atividades fora do trabalho que tragam realização e um senso de competência, seja um hobby, curso ou exercício físico. Isso ajuda a restabelecer uma base de confiança independente da validação externa.

Sobre a dúvida de procurar outro emprego, é um pensamento natural. O medo da instabilidade financeira é legítimo. Uma estratégia pode ser não tomar uma decisão por impulso, mas começar a se preparar. Atualizar seu currículo e portfólio e observar discretamente o mercado pode devolver uma sensação de controle. Isso não significa que você vai sair imediatamente, mas sim que está se dando opções. Assim, a decisão de ficar ou sair pode vir de um lugar de planejamento, e não apenas de reação ao desgaste.

Por fim, observe seus sinais de estresse. A insônia e os pensamentos intrusivos são indicativos de que o impacto é significativo. Cuidar da sua saúde mental é uma prioridade inegociável. Considere buscar apoio psicológico para processar essas emoções e desenvolver estratégias de coping mais robustas. Lembre-se de que passar por um período de desvalorização não reflete sua capacidade, mas sim um desafio complexo do ambiente laboral que muitas pessoas enfrentam. Você tem o direito de buscar um espaço onde suas contribuições sejam respeitadas.

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