Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Não sinto mais prazer em nada, é depressão ou apenas apatia?

Olá, tenho 18 anos e sinto que estou vivendo no piloto automático há meses. Tudo parece cinza e sem graça. Não tenho vontade de sair com meus amigos, algo que eu adorava, e até minhas aulas online, que eu conseguia acompanhar antes, agora são um peso enorme. Só quero ficar no meu quarto, mas mesmo lá não consigo me concentrar para assistir algo ou ler. Me sinto cansada o tempo todo, mas durmo mal. Minha família percebe que não estou bem e fica me pressionando para 'reagir', o que só me faz sentir pior e mais culpada. Já tentei fazer algumas listas de metas pequenas, mas desisto no primeiro dia. Isso é depressão? Ou só uma fase de apatia muito forte? Como posso distinguir e dar os primeiros passos para sair desse buraco?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Uma jovem olhando pela janela de um quarto escuro, enquanto um mundo colorido e vibrante passa ao lado, representando o sentimento de desconexão e apatia.

Olá Larissa, antes de mais nada, quero reconhecê-la por buscar ajuda e tentar entender o que está vivendo. O que você descreve, como a sensação de viver no piloto automático, a perda do interesse por coisas que antes eram prazerosas, cansaço constante, dificuldade para dormir e para se concentrar, pode estar relacionado tanto a uma depressão quanto a estados de apatia profunda. Uma diferença importante entre apatia e depressão está no impacto que esses sintomas têm em sua vida e na persistência deles ao longo do tempo. A apatia pode acontecer por situações específicas e, embora cause desânimo, geralmente é mais passageira e menos intensa que a depressão. Já a depressão costuma envolver um conjunto mais amplo de sintomas, incluindo tristeza profunda, sensação de vazio, perda de energia e autocrítica exacerbada, que afetam significativamente o funcionamento diário e a qualidade de vida.

Com base nas suas palavras, o fato de você perder o interesse por momentos sociais e por atividades que gostava, somado ao cansaço constante e dificuldade para realizar tarefas simples como assistir algo, sugere que essa situação pode estar ultrapassando uma mera apatia. Além disso, o sono ruim e a sensação de esgotamento são aspectos que merecem atenção. Importante lembrar que só é possível um diagnóstico por meio de avaliação presencial por um profissional capacitado. No entanto, o que você está vivendo já demonstra um sofrimento real que merece cuidado.

Quanto aos passos para sair desse “buraco”, sei que pode parecer muito difícil no momento, mas uma estratégia é começar por coisas muito pequenas e gentis com você mesma, respeitando seu ritmo. Evite se cobrar demais, pois a autocrítica pode piorar esse ciclo em que você se sente presa. Encontrar uma rotina básica que inclua momentos curtos ao ar livre, alimentação equilibrada e horas regulares de sono podem ser um começo. Também vale tentar retomar aos poucos atividades que lhe traziam prazer, mesmo que não sinta vontade imediata, já que essas ações podem ajudar a despertar seu interesse novamente.

Outra questão importante é o diálogo com sua família. Ainda que as cobranças venham de um lugar de preocupação, elas podem parecer invasivas para você e aumentar a sensação de culpa. Tente expressar para eles como você está se sentindo e o que você acha que precisa, mesmo que seja apenas um pouco de paciência e compreensão. Buscar ajuda profissional, como psicoterapia, também é fundamental para lidar com essas questões e encontrar estratégias personalizadas para sua situação.

Lembre-se de que você não está sozinha nesse processo, e o fato de você ter percebido e compartilhado sua dificuldade já é um passo importante. Tenha esperança de que com apoio, cuidado e tempo, é possível recuperar seu bem-estar e voltar a encontrar prazer nas coisas que gosta.

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