Psicóloga Ana Clara

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Meu filho adolescente nega problemas com alimentação e peso, como abordar?

Tenho 42 anos, sou pai de dois adolescentes (15 e 17 anos) e estou passando por uma situação que me preocupa muito. Nos últimos seis meses, meu filho mais novo começou a se recusar a participar de qualquer atividade social que envolva comida, como jantares em família ou encontros com amigos. Ele sempre diz que 'já comeu' ou que 'não está com fome', mas noto que ele está perdendo peso de forma visível. Quando tento conversar sobre isso, ele fica extremamente defensivo e diz que tudo está bem, que só está 'cuidando da saúde'. Minha esposa também está preocupada, mas ele nega qualquer problema. O ambiente em casa tem ficado tenso, pois as refeições, que antes eram momentos de união, agora são marcadas por silêncio e ansiedade. Estou com medo de estar falhando como pai e não sei como abordar isso sem piorar a situação. Como posso ajudar meu filho sem invadir seu espaço ou criar mais conflitos?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Um pai, com expressão de preocupação, observa seu filho adolescente à mesa de jantar. O jovem está recusando comida, olhando para o prato vazio. A mãe também está à mesa, com um olhar ansioso. A cena transmite uma atmosfera de tensão silenciosa e cuidado familiar.

Rafael, sua preocupação é compreensível e mostra seu cuidado como pai. É importante reconhecer que a adolescência é uma fase complexa, e questões relacionadas à alimentação e à imagem corporal podem ser sensíveis. O primeiro passo é criar um ambiente de apoio e não julgamento. Em vez de focar a conversa diretamente no peso ou na comida, tente abordar o assunto de forma indireta, expressando sua preocupação com o bem-estar geral dele. Você pode dizer que notou que ele parece menos interessado em atividades sociais e que está sempre disponível para ouvi-lo, sem pressão.

É crucial evitar comentários sobre a aparência física ou fazer da hora da refeição um campo de batalha. Manter a calma e a paciência durante as interações é fundamental para não aumentar a resistência. Sugira atividades em família que não envolvam comida, como passeios ou jogos, para fortalecer o vínculo e abrir canais de comunicação. Mostre que seu interesse genuíno é por ele como pessoa, não apenas por seus hábitos alimentares.

Como você menciona que a situação já causa tensão em casa e perda de peso visível, buscar orientação profissional especializada é uma medida importante a ser considerada. Você e sua esposa podem procurar um psicólogo que trabalhe com adolescentes e questões alimentares. A abordagem inicial pode ser uma conversa com o profissional para os pais, onde receberão orientações sobre como proceder. Posteriormente, pode-se convidar o adolescente para uma conversa com esse especialista, apresentando-a como um recurso de apoio para qualquer jovem que esteja passando por momentos desafiadores, e não como uma imposição ou punição.

Lembre-se de que você não está falhando como pai; buscar ajuda é um ato de responsabilidade e amor. O processo requer delicadeza e tempo. Cuide também do seu bem-estar e do de sua esposa, pois lidar com essa preocupação é desgastante. A união do casal no manejo da situação, com uma postura tranquila e coerente, é um dos pilares para oferecer a segurança que seu filho precisa, mesmo que ele não demonstre no momento.

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