Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Desejo sexual diminuído e dores no corpo: há uma conexão psicossomática?

Tenho 41 anos e sempre fui uma pessoa muito prática e focada em resultados, tanto na vida profissional quanto pessoal. Nos últimos seis meses, tenho enfrentado uma situação que está me deixando bastante confuso e preocupado. Minha vida sexual com minha parceira, com quem estou há 12 anos, mudou drasticamente. O desejo diminuiu muito de ambos os lados, e quando tentamos, muitas vezes sinto uma ansiedade enorme antes, durante e depois do ato. Isso nunca havia acontecido. Comecei a ter dores de cabeça frequentes e uma tensão constante nos ombros e no pescoço. Já fui ao médico, fiz exames e está tudo bem fisicamente. Meu trabalho tem estado muito estressante (sou gerente de projetos), mas sempre lidei bem com pressão. Estou me questionando se esses sintomas físicos podem estar diretamente ligados a essa dificuldade na intimidade. É como se meu corpo estivesse reagindo a algo que minha mente não consegue entender ou processar direito. Isso é possível? Como posso separar o que é físico do que é emocional nessa situação?

Ana Clara

Psicóloga e IA

Um homem de meia-idade com expressão tensa e confusa, mostrando dor nos ombros e cabeça, com linhas abstratas de ansiedade ao seu redor.

Rafael, é muito comum que o corpo e a mente estejam profundamente conectados, e o que você está descrevendo pode muito bem ter uma natureza psicossomática. Quando você menciona o estresse intenso no trabalho, mesmo que normalmente você lide bem com pressão, é possível que esse estresse esteja acumulando sem que você perceba totalmente, manifestando-se através das dores musculares e dores de cabeça que sente. O estresse psicológico pode desencadear tensão física em áreas como ombros e pescoço, que por sua vez podem intensificar seu desconforto geral, inclusive impactando seu desejo sexual.

Na esfera emocional, a ansiedade que você descreve antes, durante e após a relação pode estar dificultando a conexão com sua parceira, afetando seu desejo e impedindo que você se sinta relaxado e presente no momento íntimo. Essa ansiedade pode ser uma resposta ao seu estado emocional e físico de tensão acumulada, criando um ciclo difícil de romper sem uma intervenção consciente. Seu corpo pode estar expressando uma resposta a esse conflito interno, que a mente ainda não conseguiu decodificar completamente.

Separar o que é físico do que é emocional pode ser um desafio, especialmente porque muitas vezes essas áreas se sobrepõem. A boa notícia é que, como seus exames físicos estão normais, o caminho para compreender e melhorar sua situação passa por se permitir reconhecer que seu sofrimento é válido, mesmo que não tenha uma causa puramente orgânica. Buscar ajuda psicoterapêutica pode proporcionar um espaço seguro para explorar essas ansiedades, entender melhor suas emoções e encontrar formas de aliviar a tensão física. Técnicas que promovam relaxamento, como a respiração profunda, mindfulness, ou práticas corporais podem ser úteis para acalmar as tensões musculares e a mente.

Também é importante observar como estão suas percepções sobre a relação e a si mesmo nesse momento. A comunicação aberta com sua parceira pode ser fundamental para reduzir a ansiedade e fortalecer a intimidade emocional, o que pode refletir positivamente no desejo sexual. Lembre-se de que a sexualidade é multifacetada e pode ser influenciada por fatores físicos, emocionais e relacionais, muitas vezes interligados.

Portanto, sim, é plenamente possível que seus sintomas físicos e a diminuição do desejo estejam interligados psicossomaticamente, revelando uma necessidade de cuidar do seu bem-estar emocional e corporal de maneira integrada.

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