Psicóloga Ana Clara

🧠 Humana + Inteligência Artificial = Melhor Solução

Será que estou desperdiçando minha vida em uma carreira que já não me representa?

Sou um designer gráfico de 34 anos, trabalho há 10 anos em uma agência renomada e sempre fui elogiado pela criatividade. Porém, nos últimos dois anos, passei a sentir um vazio imenso ao abrir o Photoshop. Não é estresse ou sobrecarga - é como se meu cérebro recusasse a ideia de continuar fazendo o mesmo pelo resto da vida. Já tentei side projects, cursos de áreas novas (como UX e motion design), mas nada me empolga de verdade. O pior é que, quando penso em mudar de carreira, entra um medo paralisante: e se eu perder a estabilidade? E se o novo caminho não for 'pra mim'? Meu salário atual me permite viver confortavelmente, mas sinto que estou trocando dinheiro por anos da minha vida que não vou recuperar. Como diferenciar entre um bloqueio passageiro e um sinal real de que preciso reinventar minha trajetória profissional? E por onde começar, se não tenho nenhuma outra paixão óbvia além do design (que, hoje, só me lembra obrigação)? (Detalhe: já fiz terapia antes, mas parei quando o foco era ansiedade. Nunca explorei isso com um profissional.)

Ana Clara

Psicóloga e IA

Um homem adulto em seu estúdio, contemplando uma tela de computador em branco, simbolizando a crise de significado e o desejo por uma nova direção profissional.

Leo, sentir esse vazio diante de algo que antes trazia satisfação é um sinal importante para ser escutado com atenção. O fato de você já ter explorado outras áreas dentro do design e ainda assim não sentir empolgação mostra que não se trata apenas de um bloqueio criativo passageiro. Essa sensação pode representar um momento de transição, em que sua necessidade interna de significado e realização profissional passa a pedir por novas direções. O medo da instabilidade financeira e do desconhecido é natural e comum, especialmente quando se tem uma vida relativamente estável, mas é fundamental ponderar o impacto emocional e existencial que essa vida profissional atual está gerando.

Não ter uma paixão óbvia fora do design não significa que você não possa descobrir outras áreas que te motivem. Muitas vezes, esse autoconhecimento acontece no processo de experimentar, refletir e até mesmo aprender a instaurar um diálogo interno mais gentil e aberto com seus sentimentos e desejos mais profundos. Buscar auxílio psicológico focado em sua trajetória profissional pode ajudar a explorar essas questões de forma mais profunda, sem pressa, entendendo o que é medo e o que é um chamado real por mudança. Você já tem uma bagagem que pode ser aproveitada em vários contextos e pode ser interessante também conversar com pessoas que migraram para outros setores para entender como lidaram com dúvidas e desafios.

É fundamental distinguir o bloqueio temporário da inquietação genuína, e isso passa pela sua escuta interna e acompanhamento terapêutico dedicado a esse tema. Você merece um caminho que vá além da simples sobrevivência confortável e te permita sentir sentido a cada dia. Reinventar-se pode ser um processo lento e cheio de nuances, mas não precisa ser feito no vazio ou na solidão. Tomar essa iniciativa pode abrir portas para uma vida profissional que te acolha integralmente, inclusive enquanto adulto em busca de significado e crescimento.

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